Como educadores, sabemos que a deficiência ou desordem, seja esta mental, intelectual ou física, ainda é um assunto delicado nos dias de hoje.
Embora um pouco adormecido, ou melhor, um pouco ofuscado pelos tópicos que tendem a acompanhar a moda da "mídia", e não mais nem menos polémico para os desinformados, esta continua sendo uma preocupação constante para nós multiplicadores, que devemos a estas crianças uma educação de qualidade.
É difícil como pai ou responsável lidar com estas crianças?
É difícil como professor fazer a integração destas crianças ?
A resposta deveria ser: Não!. Mas para tal, precisamos investir dedicar a essas crianças um tempo especial e prepará-las para uma nova geração de pais, conscientizando-as já, e em sala de aula!
Em nossa escola, como sabem, temos um aluno especial também. O nome dele é Enzo e foi diagnosticado com o síndrome de Asperger.
Uma matéria MUITO interessante e que na verdade é o motivo principal desta postagem foi publicada no blog
http://dibnasletras.blogspot.com/ .O texto, de autoria de
Sueli Dib, mistura arte, consciência e educação através de um fato curioso que envolveu uma criança autista durante a filmagem de um filme.
Confira esta curiosidade em sua casa amigo leitor, ou faça uso dos laboratórios multimídia em sua escola caro educador pois vale apena.
"O filme Amargo Pesadelo "Deliverance" estava sendo rodado nos Estados Unidos.
O diretor fez a locação de um posto de gasolina nos confins do mundo, onde aconteceria uma cena entre vários atores contracenando com o proprietário do posto, onde ele também morava com sua mulher e filho (autista que nunca saía do terreno da casa).
A equipe parou no posto para abastecer, e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme.
Num dos cortes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que sendo músico sempre andava acompanhado do seu instrumento de cordas aproveitando o intervalo da gravação e já tendo percebido a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa aproximou-se, e começou a repetir a sequência musical do garoto.
Como houve uma 'resposta musical" por parte do garoto, o diretor captou a importância da cena e mandou filmar...
O garoto, verdadeiramente autista;, não estava nos planos do filme;- A alegria do pai curtindo o duelo dos banjos... dançando
- A felicidade da mãe captada numa janela da casa;
- A reação autêntica de um autista quando o ator músico quer cumprimentá-lo.
Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto. A sua expressão, no início distante... à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.
A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície. Depois, ele volta para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada "por acaso" no filme "Amargo Pesadelo" (Ano: 1972)."