“A frase: só se dá valor quando se perde, realmente se encaixa em quase todas as situações na vida do ser humano.” – comentou uma seguidora logo abaixo de uma capa de revista comercial feita em tributo a Steve Job.
Ao mesmo tempo, de um jeito parecido, a expressão “longe da vista mas não do coração” acompanha as mensagens dos fãs e entusiastas da "maçã" que mesmo após duas semanas da morte de seu líder, continuam alimentados por um frenesi pra lá de estranho. O porquê disso, em minha opinião, se deve à estranha mistura de informações que ainda pairam no ar. Extâse, tristeza, agradecimento, sentimento de perda ou de culpa , independentemente do que seja, a verdade é que dessa centrífuga de sensações sai muita jogada comercial mas sai também reconhecimento e respeito por alguém que deixou uma lição de vida a todos nós.
Aproveitando a deixa, vale a pena lembrar a euforia que ontem quase provocou um colapso na internet: o lançamento do novo e tão esperado iOS 5 (sistema operacional apple), fez com que todo o mundo atualizasse seus iphones e tablets ao mesmo tempo, o que acabou por sobrecarregar um dos backbones de Londres levando junto os servidores da Apple. Para ajudar, eu estou pensando em atualizar o meu também hoje hehe.
Se você sentiu algum apelo ou pintada de fanatismo até aqui, talvez tenha acertado. Eu tenho sim uma espécie de....orgulho em ter presenciado parte da história da empresa, se é que orgulho é a palavra certa – embora este talvez não tenha fundamento.
Nunca operei um Macintosh ou iMac coloridão, mas acompanhei de longe os seus lançamentos. Essa distância que falo tem a ver com a posição em que ficavam as prateleiras destes produtos nas lojas em que eram vendidos.
Lá em cima, longe de curiosos como eu, o pessoal mais selecionado e engravatado fazia a festa e dava um passo à frente de todos. Paralelamente , entre 1992 a 1994, enquanto eu ganhava o meu primeiro computador já tinha noção que estas máquinas de tons e cores a mais na marca, aparência e sobretudo no “conteúdo”, eram de fato diferentes – e realmente talvez não fossem para mim.
Nunca operei um Macintosh ou iMac coloridão, mas acompanhei de longe os seus lançamentos. Essa distância que falo tem a ver com a posição em que ficavam as prateleiras destes produtos nas lojas em que eram vendidos.
Lá em cima, longe de curiosos como eu, o pessoal mais selecionado e engravatado fazia a festa e dava um passo à frente de todos. Paralelamente , entre 1992 a 1994, enquanto eu ganhava o meu primeiro computador já tinha noção que estas máquinas de tons e cores a mais na marca, aparência e sobretudo no “conteúdo”, eram de fato diferentes – e realmente talvez não fossem para mim.
Mais tarde enquanto eu tentava alterar o Config.sys ou o Autoexec.bat para liberar memória e rodar os meus programas, não eram raras as vezes em que me dava mal. Era ai então que me via obrigado a procurar ajuda com a galera aficionada. Talvez tenha sido daí que herdei parte dessa admiração imaginária pela Apple. Este pessoal que discutia e brigava por informação, realmente parecia saber o que falava sobre estes computadores e tudo o que me lembro foi de crescer ouvindo os outros dizerem que os 'macs' comandavam no que dizia respeito a edição de vídeo, imagens e animação. Isto sem falar do software e hardware que eram produzidos e casados sob medida - união perfeita que trazia estabilidade e eficiência a qualquer profissional de sorte que tivesse um Mac em sua casa ou escritório – não o meu caso, lógico – insisto.
Pulando as lembranças dos bons tempos de trocadores de disquetes e épocas em que se discutia desempenho/qualidade, falemos da tão inovadora década em que este carinha voltou para reinventar o modo como ouvíamos música, lidávamos com o celular e claro, como usávamos o computador.
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| S.Jobs apresentando o iPad |
Não precisa dizer que boa parte dos alunos que me viram manuseando o tablet ficaram maravilhados...
Apesar da divulgação e publicidade que vêm ganhando na mídia, estes 'brinquedos' continuam sendo os desejos de consumo de muitas crianças e pais.
Curiosamente, a nova lei que coloca estas jóias ao mesmo pé dos computadores pessoais ao que se refere a isenção de taxas, não está sendo o suficiente para alavancar as vendas, muito menos diminuir os preços. (OK, melhorou um pouco sim, mas continua irreal para nós). Até mesmo a negociação entre a Foxconn e o nosso governo que promete instalar a montadora de produtos Apple em solo brasileiro, parece estar meio emperrada. A reflexo disso, nestes últimos dias instalei o famoso 'Foursquare', aplicativo gratuito da istore que mostra a sua localização geográfica (GPS) através de um mapa que permite aos usuários se comunicarem em tempo real . Aí tive a confirmação. Entre os 15.000 habitantes de Bombinhas, apenas dois pontinhos no mapa (bing) apareceram: eu e outro usuário que fazia o check-in na praia de Bombas. É óbvio que isto nos leva a crer que estas novas tecnologias não estão tão acessíveis como parecem.
Mas como a proposta de Brasília é colocar os tablets nas salas de aula até 2014, vamos torcer para que no futuro os alunos do Pequeno Príncipe possam usar essa tecnologia para se encontrarem a caminho da escola ou quem sabe chamar o amigo online mais próximo para estudar. Vamos torcer...


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